SÓ
Eu ando e desvio,
Depois o vazio.
Corro e apresso
Em direção ao seu abraço,
Sou pega no laço,
Mas quando chego perto,
Vou evita o aperto,
Continua no seu pensamento incerto.
Vou então para os braços de outro alguém,
Que para mim não é ninguém,
Só algo para magoar e humilhar,
Algo para eu me envergonhar...
Então magoada, humilhada e envergonhada,
Continuo minha caminhada,
Cada vez mais apaixonada,
Cada vez mais machucada.
A cada pedra no caminho que passa,
É mais um obstáculo para a mais profunda fossa.
Estou só e desiludida,
Chorando arrependida.
Quanto mais me lembro da nossa despedida,
Mas me arrebato nesta solidão,
Que me arranca o coração,
E deixa aberta esta eterna ferida.
Arrasei...Comigo!
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