segunda-feira, 24 de junho de 2013

Esta  poesia foi escrita nos anos 90, bem próximo do impeachment de Fernando Collor, era o mesmo clima de nacionalismo que vivenciamos hoje com estas manifestações que aconteceram semana passada...

DEMOCRACIA

Sempre que vislumbro ao relento              Todos caminham  para  o comum,
Não mais que simples rebento.        Das         Mas o  comum  já  é  nenhum.
No  por  do sol oscilante,              Trevas              No    céu   o  fogo  arde,
Marcha o povo errante.            Resplandece                   Nenhum      alarde.
                               ACONTECEU A REVOLUÇÃO!
Rumores já esteiam,                 Esplendoroso         Não  mais tem-se a  vida
O  que  todos anseiam.              não  servil         Tem-se   a    dor  da  ferida.
Ambiguidade Moral calado,          clarão         Não mais adormecida criança,
Nada   mais   existe    atado!                        Emerge  de   novo  a  esperança!                

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Só love...

                                     Amar é...
Amar é a felicidade
Que arrebenta e dói na saudade.
Amar é tudo aquilo que é indefinido,
É acabar com a angústia do amor  sofrido.
Amar é o sol que nasce
E ilumina a solidão.
Amar é acabar com a mágoa que renasce
E destrói o coração.
Amar é a vida,
Pois amando me sinto revivida 

(17/07/1980)

Em algumas poesias encontrei a data que escrevi...Faz tempo, né!

domingo, 16 de junho de 2013

Eu gosto muito desta...

DESPEDIDA

A saudade aperta,
O coração desperta,
A vida acaba na hora incerta, 
A morte chega na separação que é certa.
Meus olhos lacrimejam,
Lágrimas que te desejam.
Meu coração exulta, 
Tua alma oculta.
Minhas forças proclamam,
Que te perco pelo que os outros enganam.
Minha voz murmura,
teu nome em lamúria,
Meu ego implora,
Que eu nunca te deixe ir embora...
Eu gosto muito desta...

DESPEDIDA

A saudade aperta,
O coração desperta,
A vida acaba na hora incerta, 
A morte chega na separação que é certa.
Meus olhos lacrimejam,
Lágrimas que te desejam.
Meu coração exulta, 
Tua alma oculta.
Minhas forças proclamam,
Que te perco pelo que os outros enganam.
Minha voz murmura,
teu nome em lamúria,
Meu ego implora,
Que eu nunca te deixe ir embora...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Agora alguns poemas prosados, como costumo chamá-los...

DA TERRA PAR O CÉU

         É noite, escura e sinistra . Posso sentir o vento revolvendo os meus cabelos. Ao fundo do meu quarto, ouço uma música suave, a minha frente avisto uma praça com um canteiro em forma de coração , que foi objeto de grande inspiração nos meus momentos tristes...
          O vento agora sopra mais forte e vem uma sensação dentro de mim e ela vai crescendo, vai me absorvendo . É algo parecido com leveza, mas ao mesmo tempo a sensação de peso. Queria agora sair pela janela e ir caminhar naquela praça.Queria sentar no canteiro que tinha forma de coração e depois sair correndo, sentir o vento revolvendo mais ainda meus cabelos .  Queria caminhar com força , segura e confiante através da noite, com uma música aos ouvidos para entusiasmar a minha marcha.
           Queria me sentir livre, só eu e o vento nos meus cabelos. Queria enfrentar a escuridão da noite e avançar para desafiá-la, tentando assim enfrentar o meu próprio lado escuro e desconhecido.
            Agora suspiro , olho para o céu, queria ser uma estrela, para estar acima de todos   Queria ser uma espécie de semideus , governar acima de todas as pessoas que me machucaram  e prestigiar e recompensar aquelas que me ajudaram. Queria eu, sozinha da praça, com canteiro em forma de coração, subir ao céu e governar apenas meu próprio ego. Mas é impossível agora. Então me agarro a luz amiga e tento me levantar, pois agora sinto que tenho forças porque esta luz me guia pelo caminho, antes tão escuro. Estou chegando ao fim, mas estou feliz, pois o vento sopra, a música toca , a estrela brilha, a luz me guia e não mais tenho medo, ficarei eternizada em um botão, naquele canteiro em forma de coração...


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Eu sei que estas poesias ainda são um pouco infantis, mas eu gostaria de mantê-las assim porque estão na sua cronologia original e quero debulha-las antes de colocar as que mais gosto...

Olha que bonitinha esta!

ONTEM, HOJE E AMANHÃ
Hoje bem de perto,
Vejo você com olho aberto,
Amanhã bem de longe,
Vejo você como um monge.

Promessas que ontem pareciam realidade
Amanhã ficará na saudade.
E serão apenas,
Palavras amenas.

Hoje me amas com ternura,
Amanhã me esquece com compostura.
Ontem me tratava com candura,
Depois então não mais me atura.

Só me deixas a confundir, pois hoje:
No calor de uma paixão
O amor é mais forte que a razão

Mas Amanhã:
O amor para ser belo 
Não precisa ser eterno

Por isso pode ser Ontem, Hoje, Amanhã. 
Uma única certeza é vã:
Muito além deste seu coração
Me amas com eterna paixão.

sábado, 8 de junho de 2013

Lá vai outra triste...


Eu ando e desvio,
Depois o vazio.
Corro e apresso
Em direção ao seu abraço,
Sou pega no laço,
Mas quando chego perto,
Vou evita o aperto,
Continua no seu pensamento incerto.
Vou então para os braços de outro alguém,
Que para mim não é ninguém,
Só algo para magoar e humilhar,
Algo para eu me envergonhar...
Então magoada, humilhada e envergonhada,
Continuo minha caminhada,
Cada vez mais apaixonada,
Cada vez mais machucada.
A cada pedra no caminho que passa,
É mais um obstáculo para a mais profunda fossa.
Estou só e desiludida,
Chorando arrependida.
Quanto mais me lembro da nossa despedida, 
Mas me arrebato nesta solidão,
Que me arranca o coração,
E deixa aberta esta eterna ferida.

Arrasei...Comigo!